Mudança
Fair Play Financeiro: CBF apresenta novo modelo para clubes brasileiros a partir de 2026

O Sistema de Sustentabilidade Financeira implementa regras para dívidas, gastos, equilíbrio operacional e com fiscalização pela ANRESF
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou durante o Summit CBF Academy, em São Paulo, o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), iniciativa que será o novo Fair Play Financeiro do futebol brasileiro.
O programa estabelece diretrizes para garantir maior responsabilidade fiscal, equilíbrio nas finanças e controle operacional dos clubes a partir das próximas temporadas. Segundo a entidade, o modelo foi construído com base em referências de ligas como Inglaterra, França e Espanha, além do padrão da UEFA, mas adaptado à realidade do futebol nacional.

Diferente de algumas ligas europeias, a CBF optou por não limitar aportes de acionistas, levando em consideração o momento do futebol brasileiro, marcado pela expansão das SAFs e pela forte entrada de capital externo.
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Clubes como o Botafogo, com John Textor, e o Bahia, do Grupo City, foram exemplos citados como parte desse novo cenário. Assim, o SSF busca equilibrar responsabilidade financeira e liberdade para investimentos estratégicos.
O programa começará a ser aplicado progressivamente a partir de 2026 e será fiscalizado por um novo órgão: a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). Veja os membros da ANRESF:
Caio Cordeiro de Resende
Cesar Grafietti
Marcelo Doval Mendes
Pedro Henrique Martins de Araújo Filho
Vantuil Gonçalves Junior
Igor Mauler Santiago
José Fausto Moreira Filho
4 pilares estruturam o Fair Play Financeiro da CBF
1. Limites para dívidas
Todas as dívidas acumuladas até 2026 deverão ser regularizadas até 30 de novembro do próximo ano. Já as obrigações assumidas a partir de 1º de janeiro de 2026 estarão imediatamente sujeitas às novas regras.
2. Controle de gastos com elenco
O sistema prevê limites para despesas relacionadas a futebol profissional – incluindo salários, direitos de imagem e contratações – para evitar desequilíbrios financeiros.
3. Capacidade de endividamento
Os clubes deverão obedecer a parâmetros que avaliam sua capacidade real de assumir dívidas sem comprometer o funcionamento da instituição.
4. Equilíbrio operacional
As equipes precisarão demonstrar sustentabilidade ao longo da temporada, mantendo operações saudáveis com receitas próprias ou recursos de investidores.












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