Elenco inesquecível da Seleção Brasileira
A Seleção Brasileira de 94: Tetra, craques e momentos inesquecíveis

De La Paz ao Rose Bowl, saiba todas informações da histórica campanha que transformou o Brasil em tetracampeão do mundo.
Marcando a virada de uma era, a Copa do Mundo de 1994 foi o palco onde o Brasil reencontrou o caminho do título, consolidando-se no topo do futebol mundial.
Após 24 anos de espera, o torcedor brasileiro pôde enfim soltar o grito de “é campeão” que estava entalado no peito. A conquista ocupa um lugar especial na memória do futebol mundial e é lembrada como um dos momentos mais marcantes da história.
O Futebol Brasil vai contar mais sobre a equipe que conquistou o tetracampeonato e sobre os momentos inesquecíveis daquele torneio.
Caminho para os Estados Unidos
Realizada nos Estados Unidos entre 17 de junho e 17 de julho, a Copa do Mundo de 1994 reuniu 24 seleções e coroou o quarto título do Brasil. Depois de duas derrotas traumáticas em 1982 e 1986, além da eliminação para a Argentina em 1990, o país inteiro estava desconfiado, esperando mais uma decepção.
A 15ª edição do torneio bateu recordes de público que permanecem insuperados até hoje, mesmo com os Estados Unidos tendo pouca tradição na modalidade.
Comandada pelo técnico Carlos Alberto Parreira, a Seleção Brasileira tornou-se um time sólido e pragmático, bem diferente do estilo “arte” das equipes anteriores. Com um futebol extremamente eficiente e a forte liderança de Romário, o título também foi visto como uma homenagem ao tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna, falecido naquele mesmo ano.
A preparação para o ciclo de 1994 começou com Paulo Roberto Falcão no comando. No entanto, desentendimentos entre o treinador e a Confederação Brasileira de Futebol fizeram com que ele fosse substituído um ano antes da Copa do Mundo.
Para ocupar o cargo, Carlos Alberto Parreira venceu a concorrência de Vanderlei Luxemburgo e iniciou os trabalhos à frente da Seleção. Ele comandou uma equipe alternativa na Copa América de 1993, mas o desempenho ficou aquém do esperado: o Brasil foi eliminado nas quartas de final pela Argentina, nos pênaltis.
Eliminatórias Sul-Americanas
Integrante do Grupo B, ao lado de Venezuela, Equador, Bolívia e Uruguai, o Brasil vivia um momento de pressão e, podemos dizer, de início instável. Ainda assim, finalizou em primeiro lugar e garantiu vaga direta para o Mundial nos EUA.
Alternando apresentações seguras em casa e grandes dificuldades atuando na altitude fora, a campanha começou oscilante, mas, aos poucos, as coisas começaram a se encaixar.
A primeira derrota da Seleção Brasileira ocorreu diante da Bolívia, em La Paz, por 2 a 0, aumentando a pressão sobre o time de Parreira. Mesmo com as oscilações, a equipe reagiu nas eliminatórias e conseguiu se recuperar rapidamente.
Contando com o talento e a evolução de atletas como Bebeto, Raí e Müller, a equipe ganhou fôlego nas rodadas finais e ainda viu o retorno do craque Romário, que havia ficado de fora de alguns jogos por desentendimentos.
O duelo decisivo, que valia a vaga direta para o Mundial, ocorreu no dia 19 de setembro de 1993, contra o Uruguai, no Maracanã. Com a bola rolando, a equipe canarinha venceu por 2 a 0, com o brilhantismo de Romário, autor dos dois gols, transformando o estádio em uma grande festa.
A classificação direta sintetizou os altos e baixos de uma equipe que se consolidou com o tempo, marcando emocionalmente e tecnicamente uma geração que alcançaria o tetra no ano seguinte.
Fase de grupos
Na fase de grupos da Copa do Mundo de 1994, o Brasil integrou o Grupo B, ao lado de Rússia, Camarões e Suécia. A estreia ocorreu no dia 20 de junho, com uma vitória segura por 2 a 0 sobre os russos. O jogo marcou o primeiro gol de Romário no torneio, além do pênalti convertido por Raí, em Palo Alto.
Quatro dias depois, em Stanford, a Seleção voltou a vencer com uma atuação consistente, desta vez superando Camarões por 3 a 0, com gols de Romário, Márcio Santos e Bebeto.
A terceira partida, em 28 de junho, contra a Suécia, foi a mais equilibrada da primeira fase, terminando em 1 a 1. Brolin abriu o placar para os suecos, e Romário empatou após uma boa jogada de Bebeto, em jogo realizado no Pontiac Silverdome.
Com duas vitórias e um empate, somando sete pontos, o Brasil avançou às oitavas de final como líder do grupo. A campanha se destacou por um futebol solto e criativo, uma defesa sólida e a excelente fase de Romário, que marcou gols em todos os jogos da primeira fase.
Mata-mata
Oitavas de final – Brasil 1 x 0 Estados Unidos: Disputado em Stanford, o Brasil enfrentou os donos da casa em um jogo tenso e equilibrado. O único gol saiu dos pés de Raí, garantindo a classificação sem sofrer gols.
Quartas de final – Brasil 3 x 2 Holanda: Em uma partida intensa e repleta de emoções, o Brasil chegou a abrir vantagem, sofreu o empate, mas conseguiu a vitória por 3 a 2 após muita luta em Dallas. A dupla decisiva formada por Romário e Bebeto foi responsável por assegurar a vaga nas semifinais.
Semifinal – Brasil 1 x 0 Suécia: Stanford mais uma vez se transformou em palco para o talento da Seleção Brasileira. O jogo foi decidido por Bebeto, mantendo o padrão de solidez defensiva e aproveitamento das oportunidades criadas. O time chegou à final com uma campanha irretocável, sem derrotas.
Final – Brasil 0 (3) x 0 (2) Itália
Disputada em 17 de julho, no Rose Bowl, em Pasadena, a final da Copa do Mundo de 1994 colocou Brasil e Itália frente a frente em um confronto equilibrado e tenso do início ao fim.
Durante os 120 minutos de jogo, as duas equipes criaram poucas chances claras, e o empate em 0 a 0 persistiu, levando a decisão para a disputa de pênaltis.
A disputa começou com Franco Baresi desperdiçando a primeira cobrança, defendida por Taffarel, enquanto Romário abriu a vantagem para o Brasil com talento puro. Demetrio Albertini converteu para a Itália, equilibrando momentaneamente a disputa, mas Branco colocou o Brasil novamente à frente com um chute certeiro.
O momento mais dramático da partida veio com Roberto Baggio, principal estrela italiana, errou a cobrança final ao chutar por cima do gol, garantindo a vitória brasileira. Dunga confirmou o tetracampeonato com sua cobrança final, encerrando a disputa e consagrando o Brasil como campeão mundial.
Craques da Seleção Brasileira
Romário, o grande protagonista do tetra e atleta mais decisivo da Copa.
Bebeto, um dos principais nomes do elenco e autor de gols importantes.
Dunga, capitão do time.
Taffarel, goleiro e herói do tetra na final.
Raí, jogador decisivo em vários jogos.
Momentos inesquecíveis do tetra
O gol de Bebeto contra a Holanda e a comemoração eterna: O gesto do “embalando o bebê”, acompanhado de Romário e Mazinho, virou marca registrada daquela Copa e copiada em várias comemorações seguintes.
Golaço de falta de Branco: Nas quartas de final contra a forte Holanda, o lateral-esquerdo marcou o 3 a 2 num chute poderoso. Um dos golaços da história brasileira em Mundiais.
Semi contra a Suécia: Romário decidiu com um gol de cabeça aos 35 do segundo tempo, num jogo truncado e tenso.


Brasil








Argentina
Mexico
Colombia








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