A Libertadores 2022 foi histórica. De fevereiro a outubro, 47 clubes de 10 países disputaram o maior torneio de clubes da América do Sul. No fim das 155 partidas e 382 gols marcados, o Flamengo levantou o troféu pela terceira vez, coroando uma campanha quase perfeita.

Neste especial do Futebol Brasil, a gente relembra tudo: fases, destaques, curiosidades e como o Rubro-Negro consolidou a hegemonia brasileira no continente.

Visão geral da Libertadores 2022

A edição de 2022 começou sob expectativa alta. O Palmeiras, bicampeão, tentava o tri, mas quem roubou a cena foi o Flamengo, que mostrou força desde o início.

A final aconteceu no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guayaquil, no Equador (primeira decisão da história da Libertadores realizada no país).

Um detalhe importante: foi o primeiro torneio sem a regra do gol fora de casa, abolida pela CONMEBOL. Ou seja, empates em saldo levavam direto para os pênaltis, e isso mudou bastante o rumo de alguns confrontos equilibrados.

Fase de grupos – quem se destacou

A fase de grupos manteve o formato tradicional: oito grupos com quatro times, classificando os dois primeiros. O Palmeiras foi o melhor da fase, vencendo os seis jogos do Grupo A e somando 18 pontos — desempenho que o colocava como o time a ser batido.
Outros destaques:

  • Grupo B: Libertad e Athletico Paranaense garantiram as vagas;

  • Grupo C: domínio argentino com Estudiantes e Vélez;

  • Grupo D: Atlético Mineiro e Tolima avançaram;

  • Grupo E: duelo quente entre Boca Juniors e Corinthians;

  • Grupo F: River Plate e Fortaleza se classificaram;

  • Grupo G: Colón e Cerro Porteño;

  • Grupo H: Flamengo e Talleres, com o Rubro-Negro sobrando em 16 pontos.

O domínio brasileiro já era claro. Palmeiras, Flamengo, Atlético Mineiro e Corinthians lideravam com campanhas sólidas — e todos avançaram com chances reais de título.

Oitavas de final – show rubro-negro e drama alvinegro

A fase de mata-mata começou pegando fogo. O Flamengo, empolgado, atropelou o Deportes Tolima por 8 a 1 no agregado. Pedro brilhou com quatro gols no Maracanã e despontou como artilheiro.

O Athletico Paranaense eliminou o Libertad com dificuldade (3 a 2 no agregado), enquanto o Palmeiras passou o trator no Cerro Porteño: 8 a 0 somado.

O Corinthians, por sua vez, suou para segurar o Boca Juniors: empate sem gols nos dois jogos e vitória nos pênaltis, em plena Bombonera. Um feito para lembrar.

No fim das oitavas, cinco dos oito classificados eram brasileiros — prova da força do país na Libertadores moderna.

Quartas de final – clássicos e heróis improváveis

As quartas misturaram tensão e história.

O Athletico, com Felipão no comando, eliminou o Estudiantes na Argentina com gol de Vitor Roque aos 51 do segundo tempo — um dos momentos mais marcantes do torneio.

O Flamengo despachou o Corinthians com autoridade: 3 a 0 no agregado e atuação dominante de Gabigol e Pedro.

O Palmeiras enfrentou o Atlético Mineiro em um duelo eletrizante: 2 x 2 em BH e 0 x 0 em São Paulo, decidido nos pênaltis — o Verdão levou a melhor.

E o Vélez Sarsfield superou o Talleres num duelo argentino equilibrado.

Semifinais formadas: Flamengo x Vélez e Athletico x Palmeiras. Um lado puro Brasil, o outro, Brasil x Argentina.

Semifinais – o início da lenda

O Athletico Paranaense fez história ao eliminar o Palmeiras. Venceu em casa por 1 x 0, com gol de Alex Santana, e segurou o empate em 2 x 2 no Allianz Parque — classificação heroica que garantiu o Furacão na final pela segunda vez na história.

Enquanto isso, o Flamengo atropelava. Em Buenos Aires, aplicou 4 x 0 no Vélez com hat-trick de Pedro. No Rio, confirmou o favoritismo com 2 x 1.

Resultado: o Rubro-Negro chegava invicto à decisão, com 12 vitórias e 1 empate, e um ataque que parecia imparável.

A grande final em Guayaquil

No dia 29 de outubro de 2022, o Monumental de Guayaquil recebeu a decisão entre Flamengo e Athletico Paranaense.
O jogo começou equilibrado, com o Furacão marcando forte e tentando anular Arrascaeta e Everton Ribeiro. Mas aos 42 minutos, Pedro Henrique foi expulso e a história mudou.

Três minutos depois, Everton Ribeiro recebeu na direita, cruzou rasteiro e Gabigol, o homem das finais, apareceu livre para empurrar pra rede: 1 a 0. Foi o gol do título.

O Flamengo administrou bem, segurou o placar e levantou o troféu diante de 42 mil torcedores. Era o tricampeonato da Libertadores: 1981, 2019 e agora 2022. Mais um capítulo dourado da era moderna rubro-negra.

Destaques da Libertadores 2022

A estrela da edição foi Pedro, artilheiro com 12 gols e eleito o melhor jogador do torneio.

Gabigol, mais uma vez decisivo, marcou o gol do título e chegou ao seu 29º gol na história da Libertadores pelo Flamengo.
A seleção ideal da CONMEBOL teve nomes como Santos, Thiago Heleno, David Luiz, Everton Ribeiro, Arrascaeta, Vitor Roque, Gabigol e, claro, Pedro.

O prêmio em dinheiro também chamou atenção: o campeão embolsou cerca de US$ 16 milhões (R$ 85 milhões), consolidando o peso financeiro do torneio.

E aqui no Futebol Brasil, a gente segue relembrando essas grandes histórias da Libertadores: o torneio que faz o continente inteiro parar pra ver quem é o novo rei da América.